Esclarecimentos

No dicionário a palavra extinção o seguinte significado: Fim de uma raça, linhagem ou espécie sem deixar descendentes.
Partindo do mesmo significado atribuído pelo dicionário, é considerado extinto o animal que deixou de existir por que todos da sua espécie morreram por algum motivo. Já aqueles que deram origem a outros, através do processo de seleção natural, darwinismo, não são considerados extintos e sim uma etapa da evolução.

Grandes primatas já extintos



Ramapithecus:

O Ramapithecus era um primata do gênero Pongidae. Por tanto geneticamente próximo do orangotango.
Através dos ossos estipula-se que era um animal de habitat terrestre e não arborícola, porém seus membros superiores eram longos demonstrando que constantemente subia em árvores.
Os motivos de sua extinção não foram esclarecidos, suspeita-se que foi muito predado por tigres.










Gigantopithecus:

O Gigantopithecus foi o maior primata já existente, chegava a altura de três metros (Só para comparação, o maior primata atual é o Gorila que chega a dois metros de altura).
Os fósseis do Gigantopithecus foram encontrados na Ásia, o mais novo data de 2000 anos atrás. Ou seja, para a história evolutiva, era um animal recente.
O seu maior competidor era o Urso Panda. Segundos as análises dos restos, o Gigantopithecus vencia essa competição até quando chegou o Homo sapiens.
Em 1850 foi encontrado o primeiro fóssil de Gigantopithecus, ao lado desse havia ferramentas talhadas. Imaginou-se que era um tipo de homem gigante. No entanto outras escavações esclareceram a verdade: As ferramentas encontradas eram de Homo sapiens.

Tempos depois, por volta de 1900, foram encontrados crânios de Gigantopithecus esmagados, no mesmo local também havia uma pedra amarrada com uma espécie de cipó (Provavelmente a que foi usada para esmagar os crânios), ferramentas típicas de homo sapiens e vestígios de fogueiras. A parti daí outros achados semelhantes apareceram e de acordo com as evidencias, conclui-se que o Gigantopithecus foi extinto pelo Homo sapiens.











Homem de Neandertal:

Antigamente acreditava-se em uma linha evolutiva que seguia a seguinte ordem: Australopiteco, homo habilis, Homo erectus, homem de Neandertal e o homo sapiens. Entretanto com uma análise mais atenciosa dos crânios a teoria da linha evolutiva caiu por terra.
O crânio do Neandertal apresentava características evolutivas e regressivas. Um exemplo é o volume: O homo erectus tinha um volume craniano médio de 1000 cm3, o Neandertal de 1450 cm3 e o Sapiens de 1300 cm3. Seria pouco provável que o cérebro aumenta-se drasticamente (de 1000 cm3 a 1450 cm3) e depois reduzi-se.
Possivelmente o Neanderthal tinha uma grande inteligência individual, porém estudos sobre a mandíbula demonstraram que a língua não tinha grande mobilidade como a língua do homo sapiens. Daí cria-se a hipótese que o Neanderthal não tinha uma comunicação sofisticada entre os indivíduos. Ou seja, um neanderthal pensava, mas tinha grande dificuldade de transmitir seus pensamentos a outro de sua espécie. Isso dificultava a organização militar e a evolução cultural.
Com o passar do tempo o Homo sapiens apesar de mais fraco fisicamente, com sua linguagem altamente sofisticada, ultrapassou o Neanderthal na organização de grupos, na criação de armas e na arte de guerrear. Com isso o Neanderthal foi perdendo guerras até ser extinto.



Lemure Gigante

Em 1960, em Madagascar foram encontrados fósseis de um animal um tanto esquisito.
Sua classificação como primata deve-se a presença de mãos e pés. Já, uma possível proximidade com o gênero dos Hominidae (Homem, Chimpanzé e Gorila) foi descartada unicamente por causa do formato do crânio.
O crânio não tinha características próprias dos hominidaes como a nítida posição frontal dos olhos.
As características do animal o aproximaram do grupo dos lêmures, o gênero dos prossímios, primatas inferiores.
Foi o maior prossímio já encontrado, cerca de 2 metros de altura quando em pé, e viveu há 2000 anos atrás.
O animal também já foi encontrado retratado em pinturas rupestres de tribos que viveram em Madagascar.
Assim como nos gigantopithecus vários fósseis mostraram indícios de predação humana, e por isso o mais provável é que o primata foi extinto pelo Homo sapiens.