Introdução: Características

Antes de iniciar a história evolutiva é escencial conhecer as características dos primatas.
Com certeza você já deve ter estudado na escola sobre a classe a qual pertencemos, os mamíferos. É nessa classe que esta a família de animais mais inteligente do planeta Terra. A família dos primatas.
A ocupação do topo da escala de inteligência da natureza por parte dos primatas não deve unicamente a presença do homo sapiens nesta família. Se este fosse extinto, ainda assim os primatas estariam no topo da inteligência.


Características e a inteligência:
Você já olhou a sua mão? Pois é, é algo sensacional, uma “ferramenta” especial que a natureza nos deu. Não são todos que conseguem agarrar e manipular com precisão objetos, o leão, a vaca, o cachorro, o elefante não fazem isso. Apenas nós e alguns dos outros primatas faz.
Veja: esse poder, de manipular com precisão, permite o estudo e o uso (e no caso dos do subgênero homo, a invenção) mais detalhado dos objetos. Por isso os primatas (mesmo se retirar o homo sapiens) são campeões no uso de ferramentas.
Você também sabe que os cães e a maioria dos mamíferos enxergam em preto e branco. Apenas nós, os primatas (nem todos), dentre os mamíferos, exergamos cores. E isso é altamente importante, permite-nos selecionar frutas, se esconder de predadores, caçar com maior eficiência, usar instrumentos e até mesmo inventar ferramentas.
Uma outra importante característica dos primatas é o cuidado com a prole. Se enganam aqueles que acham que as aves são as que melhor fazem isso. Elas apenas cuidam do sustento da prole, esta por sua vez, após adquirir a capacidade de voar não reconhecem mais seus pais. Já no caso dos primatas hominídeos (Homem, chimpanzé, gorila e orangotango), além de cuidar do sustento, os pais (e o grupo) transmitem cultura e ensinamentos.
Todas essas características aliadas ao gigantesco desenvolvimento do encéfalo nos hominídios permitem um grau de inteligência.
Grau que fora da família dos primatas é verificado apenas em elefantes e golfinhos. Talvez seja por isso que em todos os animais conhecidos, apenas Chimpanzés, Gorilas, Orangotangos, Golfinhos, elefantes e, é claro, o homem, são capazes de se reconhecer no espelho. Entretanto apenas os Chimpanzés, Gorilas, Orangotangos e o homem são capazes de aprender por observação ou raciocínio processos com mais de uma etapa.


A história evolutiva dos primatas

Por volta de 250 milhões de anos atrás, um grupo de répteis primitivos, deu origem aos mamíferos. Entretanto, somente a apenas 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros se extinguiram deixando ambientes livres, deu-se a grande diversificação da classe.

Os primeiros mamíferos se dividiram em três grandes ordens: Os multituberculados, que originaram os monotremados (Que botam ovos), os marsupiais, ancestrais dos cangurus e gambás, e por fim os placentários.
Os placentários por sua vez se diversificaram em três grupos: Canídeos, originaram cães, gatos, leões, ursos e etc, Eguíneos que engloba animais como as vacas, cavalos e etc, e finalmente, o objeto de nosso estudo, os PRIMATAS.
Os fósseis mais antigos de primatas datam de 60 milhões de anos atrás. Acredita-se que nesta época, ou melhor, um pouco antes, os mamíferos placentários iniciaram a ocupação do ambiente arborícola. Sendo que para isso desenvolveram, de acordo com a teoria darwinista, atributos que caracterizam a família dos primatas. São atributos como as mãos que permitem agarrar objetos, a visão binocular que permite calcular distâncias com precisão, capacidade de ver cores (Dentre os mamíferos apenas os primatas), cuidado com a prole e etc que fazem o sucesso dos primatas e do homem.
O ancestral de todos os primatas foi o plesiadapis. Tinha cerca de 30 cm e ra muito semelhante aos atuais musaranhos, por isso muitos antropólogos não consideram-no como primata. Mas de fato, o Plesiadapis pode ser considerado a “mãe” de todos os primatas.

Dez milhões de anos após o Plesiadapis, com o processo de evolução, apareceu o Adapis que já continha uma semi-mão. O corpo tinha cerca de 30 cm de comprimento e estudos do resto do corpo levam a crer que era bem ágil em correr no solo. Entretanto, com o número bem grande de predadores no solo, o Adapis precisava constantemente subir em árvores.
Plesiadapis e Adapis, os primeiros primatas, compreenderam a subordem dos prossímios (Primatas inferiores) que originaram os lêmures e társios atuais. Os prossímios possuem ainda um corpo com membros curtos e conseqüentemente semi quadrúpede.

A outra subordem é a dos Antropóides (do grego anthropos, homem, e oide, parecido) ou primatas superiores. As principais características deste grupo são o encéfalo desenvolvido e os membros longos.

O antropóide mais antigo foi o Lacypithecus que já não era quadrúpede em solo como seus antecessores (Plesiadapis e Adapis). Tinha uma altura de 50 cm e olhos totalmente na posição frontal.
A parti do Lacypithecus os antropóides se diversificaram , um ramo deu origem aos pequenos primatas que vivem nas Américas, outro ramo aos macacos do velho mundo como os babuínos e o último ramo a aparecer na escala de tempo deu origem a um animal chamado dryopithecus.

O dryopithecus tinha 1 metro de altura e viveu a 20 milhões de anos atrás, provavelmente seja o ancestral de todos os grandes primatas e o gibão. De estudos sobre os fósseis conclui-se que o dryopithecus possuía grande habilidades nas árvores e conseguia agarrar com firmeza e precisão objetos.

Do dryopithecus veio dois gêneros: Os pongidae (Orangotango e Gibão) e os Hominidae (Homem, Chimpanzé e Gorila).